Aquele garoto cresceu imaginando trabalhar na fabrica de confetes.
Tinha dado pouco.
Nunca se esforçou por algo seu, seu mesmo seria aquilo que viesse a produzir.
Mas ele era um bom garoto.
Tinha imaginação.
Fazia das latas de tomate, carrinhos e alvos.
Passou por todos, cresceu com colorido das cidades de praia que se enfeitam para a chegada de turistas.
E naquela cidade, a fabrica de confetes não era somente um ganha-pão.
Era motriz de sonho.
Era chafariz colorido, esfumaço e cinza aos olhos de menino.
Ganhou seu emprego ao aprender a fazer confetes.
E antes do carnaval, e todo o conhecimento que seu olhos traziam, ele jogava seus confetes.
E jogava e trazia empolgação.
E produzia a semana inteira para agradar o pouco antes do seu carnaval.
E o carnaval e suas luzes passam.
Mas um ano o menino entrará e sairá da fabrica com macacão azul e cheiro de fumaça.
Sonhando com os confetes no alto, para um proximo carnaval.