E o amor se faz suas doceis asas
que acenam panos vermelhos para o touro furioso que jaz adormecido num canto recôndito, e espaçoso, de minha alma
que aceita o inimáginavel
que muda e transgride
que metaforseando meu ser pela primeira vez me fez sentir medo
e em silencio so posso uma coisa
e me faz forte até ao meu proprio inimigo
esse eu e a esse ego que vai morrendo,
é duro morrer
mas o que morre é pequeno e fragil
frio e mesquinho, orgulhoso
que morra então, pelo amor!