Pronto meu amor.
O sol nasceu atras das montanhas.
A agua pode estar fervendo no fogão.
A mesa cheira o doce que está posta.
Um cigarro esperando para ser acesso.
O dedos e as idéias nesse silencio formigando.
Pronto meu amor.
Amanheça.
Tem sim um qualquer coisa semelhante no som do radio que me faz lembrar o que já vi.
Mas um sentido mudo das coisas que não nascem, espiam só.
A pele queima e enxuga o sal da lingua com o calor aquece.
Já foi posto a prova, a mesa, o ritmo e as dores.
E o o sol atravessou o espaço raro de todo os acontecimentos e os vãos.
Mas ele tambem se vai em seu tempo.
É preciso deixar que ele te invada no escuro e no frio da noite,
e na duvida.
E longa a mesma noite, e espera.
Pronto, mas espera e eu?
Se duvidas que ele te atravessa, como sabes que ele estara amanha,
com a mesa posta,
com o que te aquece
com o cigarro
com o silencio formigando
meu amor, meu amor...não posso eu tirar as suas duvidas.
Nem posso eu mesma ir busca-lo de manhã.
Nem a tarde, nem sei nem sinto quando es tarde
Mas arde no peito todo final de tarde, e a noite inteira um pouco antes de amanhecer que voce estará aqui,
e comigo estreiará...
Todas as manhas,
todas as manhãs.