Não sabia ao certo onde começava a saída para as dúvidas, para aquele sofrimento que lhe tinha causado transtorno a sua própria existencia.Era tudo tão certo e tudo tão seu, que ao permitir que ao toque do outro foi atravessada.
Tinha sido tocada por vários outros e de maneiras muito mais prazerozas.Mas não daquela maneira.E foi aquela maneira que se permitiu.Não exigiu nada em troca, talvez porque naquele momento, o momento em si era maior do que qualquer outra garantia que podesse exigir.E era uma eternidade em minutos.
Isso lhe gerou vida.De maneira diferente daquela que acostumada sozinha controlar.Gerou fragilidade, dependencia, arrepio e desabores.
Isso lhe gerou no ventre.
Abandonou o cigarro, as viagens e as bebidas.
Já não sabia ser, pois não sabia muito mais do que era nada.
Resolveu retroceder e se esvaziar daquilo que tinha certeza que não entendia.
O medo, a covardia, e até por amor por amor gerado a um infinito despreparo resolveu não se permitir.
Fez a sua escolha pela segunda vez.
Foi golpeada pelo destino, foi julgada, atiraram lhe moral.
Aceitou o que não era seu.O julgo e as injurias.
Ascendeu novamente o cigarro e cumpriu seu papel, aquele lá que lhe disseram que deveriam.
O golpe foi fatal, não tinha defesas.
O rifle é invisivel.
Aceitou.
Há decadas aparta seu caos.
E fez e ainda faz o seu melhor, tragando o pior e esfumaçando amor.
E é na fumaça branca que está congelada.
Se fria.