segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Entrelance
Povinho esquisito esse.Afirmação do pai da moça que assustado esperava na porta da antiga e modesta igreja o futuro de sua família.Sorria de lado e a contra-gosto abria os braços e educadamente oferecia o rosto e as vindas a cidade da qual nasceu e desejava morrer.Não concordava com as cores distorcidas, esbanjamento das vozes, dos brilhos desconcertantes do futuro que infligia os olhos a cada abertura de porta, a cada convidado do noivo, a cada parente novo.Com o assentamento dos convidados na modesta lateral devida, estacionava o carro da moça.O branco e a alvura da pele era similar.O pai da noiva lhe oferece o braço para aquele pisar frágil, de iguais canelas frágeis, de alças frágeis, de dedos frágeis e de olhos largos.Bom, foram os olhos que quebraram a concordância visual.Com seus dedos frágeis todos os dez, passaram muito tempo a procuram outros dez dedos que o entrecruzasem e atingissem sustentação e mobilidade para atravessarem, um no outro. Caminharam e chegou o tempo do veu deslizar, o tempo da reza e sim, o tempo das juras e escrita, o tempo dos abraços e despedida e os tempos dos dedos.O entrelance, aquele que se encontram cinco de cada um e pareiam, esquisitamente equilibrado.