Certo dia acordo sem abrir os olhos,
coloco os pés do chão e me pergunto:
Por quanto tempo dormi para essa vida que está diante de mim?
Não sei quem foi que me disse que não sou.
Que não sirvo e que não presto
Não importa agora, mas eu acreditei.
Com tamanha força que não me levantava nunca, e nem pisava com os pés no chão.
Quando olhava dos lados, percebia que tudo que sorria vinha de alguma coisa que fiz.
Mas eu, não sorria nunca.
Nem nas fotos, nem no olhar.
Foi então que nessa viagem, descobri os sonhos.
Todos absurdamente claros.
Mas e me perguntava onde está esse dentro que no peito bate que foi assim arrancado de mim!
Mentira,eu o doei sem querer nada em troca.
Sem sei cobrar o que é em mim abundante.
E agora,o que bate aqui no peito?
Foi então que ganhei outro?
Não.
Foi entao por detrás dessa casca adormecida , por detrás dessa cena envelhecida,
Foi somente a busca pelo que existe por dentro.
Sim.
O diferente em mim foi que vomitava e enxaguava a procura....
Já apertado peito empurrada foi, e me pulsava a busca,
Apertei os olhos fechado.
Que eu tanto chorei em encontrar
Estava ardendo o peito
e em brasa não conseguia figurar um tudo bem composto.
Nem me segurar.
Nem abraçar forte.
O vento mudou.
Foi onde assopraram doce.
O tempo.
Foi onde vazei o que não era meu,
as mentiras que me adormeciam em vida
que forçadamente tinha engolido para justificar o outro,
aquele que nunca disse quem sou.
E o tempo?
Parou.
Entrei nas matas, segui viagem, pedi passagem para o qualquer lugar.
E a busca?
foi quando senti o zumbindo
E no som do tambor,
e no silêncio desse seu olhar.
Coloquei a mão nuca, puxando os cabelos abrindo a boca ao som do desejo
e você se ajoelhou aos meus pés.
Passei para o corpo o que me falta.
Faltou até meu ar.
Abri os olhos, soltei o corpo e você sorriu para mim.
O chão foi pouco, foi nuvem, foi meu desastre e meu nascer.
E você não me deu as mãos.
você me soltou em desespero
E eu?
Soltei-me!
Não me tocou ao certo.
Me tocou errado.
Me provocou levantando uma das sombrancelhas.
e assim se fez o abismo.
e então...a vida.